A cortiça é o material tradicional utilizado para vedar as garrafas de vinho. A cortiça está sujeita a contaminação microbiológica antes da extracção do sobreiro e mesmo durante o processo de extracção. Esta contaminação pode dar origem a aromas desagradáveis tais como bolor ou humidade. Estes aromas a fungos/mofo surgem a partir do cloroanisol. O principal fungo responsável é o Trichoderma longibrachiatum.
Um estudo completo feito pelo Instituto da Vinha e do Vinho de Ponferrada, Espanha, identificou o gene responsável por estes gostos a mofo no vinho. Juan José Rubio Coque, do Instituto da Vinha e do Vinho, explicou que “é a primeira vez que a caracterização do gene que codifica a enzima responsável pelo tricloroanisol foi experimentada.”
As perspectivas futuras incluem “fazer o isolamento de estirpes de fungos que não têm este gene e que podem crescer na cortiça, para inoculá-las artificialmente durante a produção de cortiça e, desta forma, prevenir o desenvolvimento e proliferação de outras estirpes de Trichoderma longibrachiatum ”.
Este estudo foi publicado na última revista de Fungal Genetics and Biology
terça-feira, 25 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
CNVE 2010 - Resumo do Evento

Desloquei-me ao CNEMA em Santarém onde fui convidado a ser júri de prova no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados de 2010, estive presente nos dois últimos dias do concurso, nos dias 13 e 14 de Maio.
Notei uma regressão a nível organizativo em relação ao ano de 2009, o sistema informático não funcionou durante todo o concurso, tendo as classificações dos vinhos sendo efectuadas segundo o método reconhecido pela OIV em papel. Notei também que faltaram bastantes júris de mesa o que implicou a organização a tapar os buracos nas mesas com provadores que tiveram que esperar de pé para ocupar os lugares, algo que na minha opinião poderia ter sido previsto e evitado.
Tirando estas lacunas organizativas que acontecem, mas que devem servir para o processo de aprendizagem para que se possa evoluir e credibilizar o concurso.
No dia 13 as provas decorreram muito bem, com vinhos de qualidade com as medalhas de prata a sucederem-se e algumas medalhas de ouro atribuídas. Mais uma vez uma nota ao facto de os vinhos tintos, não se apresentarem na temperatura correcta, tendo muitos deles chegado à mesa bastante frios o que terá prejudicado a prova a muitos deles.
No ultimo dia foi a eleição dos que serão os melhores vinhos em concurso, é o dia da atribuição dos prémios prestigio, só se provam os vinhos que receberam medalhas de ouro nas provas anteriores. Nesta edição a atribuição da medalha de prata será atribuída a partir dos 80 pontos e serão necessários 94 pontos para alcançar o prémio Prestígio, o mais alto galardão do concurso.
O resultado final do concurso, só será divulgado no jantar de entrega de prémios no dia 10 de Junho.
No seu todo tive oportunidade de degustar grandes vinhos para todos os gostos, demonstrando a grande qualidade dos vinhos que se fazem em Portugal. Em termos de qualidade dos vinhos a crise não chegou ao sector vitivinicola. Os vinhos que provei demonstram que a imagem de Portugal está salva guardada, com vinhos que poderão ombrear com os vinhos que melhor se fazem no Novo e Velho mundo. Os vinhos Portugueses são a imagem de Portugal e a revelação de uma nação com caracteristicas únicas que são evidentes nos vinhos que provei.
Notei uma regressão a nível organizativo em relação ao ano de 2009, o sistema informático não funcionou durante todo o concurso, tendo as classificações dos vinhos sendo efectuadas segundo o método reconhecido pela OIV em papel. Notei também que faltaram bastantes júris de mesa o que implicou a organização a tapar os buracos nas mesas com provadores que tiveram que esperar de pé para ocupar os lugares, algo que na minha opinião poderia ter sido previsto e evitado.
Tirando estas lacunas organizativas que acontecem, mas que devem servir para o processo de aprendizagem para que se possa evoluir e credibilizar o concurso.
No dia 13 as provas decorreram muito bem, com vinhos de qualidade com as medalhas de prata a sucederem-se e algumas medalhas de ouro atribuídas. Mais uma vez uma nota ao facto de os vinhos tintos, não se apresentarem na temperatura correcta, tendo muitos deles chegado à mesa bastante frios o que terá prejudicado a prova a muitos deles.
No ultimo dia foi a eleição dos que serão os melhores vinhos em concurso, é o dia da atribuição dos prémios prestigio, só se provam os vinhos que receberam medalhas de ouro nas provas anteriores. Nesta edição a atribuição da medalha de prata será atribuída a partir dos 80 pontos e serão necessários 94 pontos para alcançar o prémio Prestígio, o mais alto galardão do concurso.
O resultado final do concurso, só será divulgado no jantar de entrega de prémios no dia 10 de Junho.
No seu todo tive oportunidade de degustar grandes vinhos para todos os gostos, demonstrando a grande qualidade dos vinhos que se fazem em Portugal. Em termos de qualidade dos vinhos a crise não chegou ao sector vitivinicola. Os vinhos que provei demonstram que a imagem de Portugal está salva guardada, com vinhos que poderão ombrear com os vinhos que melhor se fazem no Novo e Velho mundo. Os vinhos Portugueses são a imagem de Portugal e a revelação de uma nação com caracteristicas únicas que são evidentes nos vinhos que provei.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
CNVE - Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2010

Irá decorrer de 11 a 14 de Maio no CNEMA em Santarém, aquele que é denominado o maior concurso nacional de vinhos Português. Irão ser avaliados mais de 700 vinhos portugueses por 250 personalidades portuguesas do sector vitivinícola.
Neste concurso irão se distribuir prémios prestigio, medalhas de ouro e de prata, aos melhores vinhos de Portugal. Na edição deste ano do Concurso, a organização decidiu que a atribuição das medalhas de prata e ouro será entregue a partir dos 80 pontos e que será necessário alcançar 94 pontos do júri para obter o prémio prestígio, não ultrapassando os vencedores um máximo de 25% da totalidade dos vinhos em prova. Este ano vai ainda ser atribuído um prémio ao melhor vinho em concurso, que se denominará prémio IVV (Instituto da Vinha e do Vinho).Em 2009, foram premiados 104 vinhos de todas as Denominações de Origem, tendo sido a categoria Prestigio atribuída a 7 vinhos, Ouro a 19, e Prata a 78.
O Concurso conta com 20 prestigiantes presidentes de júri nas mesas de prova são eles, Nuno Cancela de Abreu, Sandra Tavares da Silva, Anselmo Mendes, João Melícias, David Baverstock, Jaime Quendera, Óscar Gato, António Ventura, Manuel Vieira, Osvaldo Amado, Raul Riba D’Ave, António Luís Cerdeira, José Manuel Sousa Soares, Bento do Amaral, Vasco Penha Garcia, José António Fonseca, Cristiano van Zeller, Dirk Niepoort, Luís Pato, Manuel Lobo de Vasconcellos e Américo Pereira.
Os concursos de vinhos são uma mais valia para os produtores premiados, atribuindo-lhes prestigio e reconhecimento. Um vinho com medalha será um vinho comprovadamente de qualidade facilitando assim a sua rotação no mercado quer nacional quer internacional.
Este concurso em particular tem demonstrado ao longo das ultimas edições a capacidade de eleger vinhos de grande qualidade, numa panóplia de vinhos nacionais em que aqueles que se conseguem sobressair são de facto os melhores vinhos.
Eu irei participar neste concurso como provador pela segunda vez consecutiva, e tenho a certeza que irei encontrar na prova vinhos que demonstram o que de melhor se faz em Portugal, irão concerteza sair bastantes prémios, porque cada vez mais os vinhos portugueses demonstram qualidades extraordinárias, são elixires com complexidades aromáticas e paliativas bastante acentuadas.
Irei concerteza no Blog falar dos resultados deste concurso bem como proporcionar um "feed back" das provas dos vinhos que efectuar.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
EXPOVINIS BRASIL 2010
Com cerca de 250 expositores, muitos vinhos do Velho Mundo (França, Itália, Espanha e Portugal) e alguns do Novo Mundo (África do Sul, Nova Zelândia, Chile e Argentina) e uma presença forte da IBRAVIN, com vários produtores do Brasil, pela primeira vez, as três principais regiões produtoras de vinhos do País, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Vale do São Francisco (que congrega os estados da Bahia e de Pernambuco), estiveram reunidas num só local. O consumo de vinho Brasileiro cresceu em 2009 cerca de 4%, estando a ganhar face ao vinho importado. Consegui visualizar e degustar vinhos da Grécia e Bolívia também.O Stand dos Vinhos do Alentejo organizou também uma serie de Eventos com os produtores que se associaram à CVRA na Expovinis.
Portugal representado com 6 stands. Da marca Vinhos de Portugal: CVRA, AEP e ViniPortugal com 2 stands; e Fenadegas com 2 stands.A Expovinis é uma feira importante num mercado cada vez mais diferenciado e competitivo. No Brasil já se encontra o que de melhor se faz no Velho e Novo Mundo. Os Vinhos Portugueses são de facto muito apreciados, especialmente Douro e Alentejo, sendo diversas marcas de vinho portuguesas as eleitas entre muitos dos visitantes Brasileiros. O investimento na feira por parte dos produtores portugueses denota isso mesmo. Entre algumas pessoas que se divertiam e outras que trabalhavam a feira foi bastante interessante revelando um futuro deveras promissor para o mercado vinícola, no Brasil.
Em São Paulo, sambou-se na Expovinis, ao som do gorgolejar das degustações dos diversos vinhos de excelente qualidade, presentes nos diversos stands dos produtores presentes de todo o mundo.
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sábado, 24 de abril de 2010
EXPOVINIS BRASIL
Os Vinhos do Alentejo vão estar presentes na maior feira de vinhos da América Latina, num stand animado com provas comentadas, conversas sobre o vinho e 7 produtores:
Adega Coop. de Borba.
Herdade da Malhadinha Nova.
Herdade do Rocim.
Herdade dos Coteis.
Herdade dos Grous.
Monte Novo e Figueirinha.
Terras de Alter
Se puder visite no stand nº106
Programa Expovinis
Stand Vinhos do Alentejo
27 Abril
16h-17h Encontro Confraria dos Enófilos do Alentejo"Últimas safras do Alentejo acompanhadas por produtos regionais"
18h-18h30Herdade dos Grous Vinhos para momentos especiais com o enólogo Luís Duarte
19h30-20hHerdade da Malhadinha Nova Encorpados e complexos com o produtor Paulo Soares
21h-22hProva Alicante Bouschet Marcelo Copello
28 Abril
16h-16h30Monte Novo e Figueirinha Tintos Frutados com o produtor Filipe Cameirinha
17h30-18hAdega Cooperativa de Borba Brancos frescos e frutados com o enólogo Luís Gaspar
19h30-20hTerras de Alter Vinhos para o dia a dia com o produtor Rui Borges
29 Abril
16h-16h30Herdade do Rocim Lotes de castas autóctones com a produtora Catarina Vieira
Expovinis Brasil
Tuesday, April 27, 2010 at 10:00pm
São Paulo: Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho
Adega Coop. de Borba.
Herdade da Malhadinha Nova.
Herdade do Rocim.
Herdade dos Coteis.
Herdade dos Grous.
Monte Novo e Figueirinha.
Terras de Alter
Se puder visite no stand nº106
Programa Expovinis
Stand Vinhos do Alentejo
27 Abril
16h-17h Encontro Confraria dos Enófilos do Alentejo"Últimas safras do Alentejo acompanhadas por produtos regionais"
18h-18h30Herdade dos Grous Vinhos para momentos especiais com o enólogo Luís Duarte
19h30-20hHerdade da Malhadinha Nova Encorpados e complexos com o produtor Paulo Soares
21h-22hProva Alicante Bouschet Marcelo Copello
28 Abril
16h-16h30Monte Novo e Figueirinha Tintos Frutados com o produtor Filipe Cameirinha
17h30-18hAdega Cooperativa de Borba Brancos frescos e frutados com o enólogo Luís Gaspar
19h30-20hTerras de Alter Vinhos para o dia a dia com o produtor Rui Borges
29 Abril
16h-16h30Herdade do Rocim Lotes de castas autóctones com a produtora Catarina Vieira
Expovinis Brasil
Tuesday, April 27, 2010 at 10:00pm
São Paulo: Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Doenças da Vinha
Oidio da Videira (Uncinola necator)
Manifesta-se inicialmente pela presença de um micélio pulverulento e espesso de cor branca a amarelada sobre os órgãos verdes da videira. As folhas atacadas apresentam um aspecto crispado e dobram-se em goteira. Se se remover o micélio nota-se um rendilhado castanho, que evidencia a presença de haustórios (ramificação de micélio no interior dos órgãos verdes, para alimentação do fungo). Nos cachos, os ataques são mais severos: ficam cobertos por micélio espesso no qual se formam as cleistotecas visíveis a olho nu e os bagos podem fendilhar e/ou suberizar. Na altura da poda as varas apresentam uma cor branca com manchas castanhas típicas.


Mildio da Videira (Plasmopara viticola)
Ataca todos os órgãos verdes da videira. A doença manifesta-se nas folhas pelo aparecimento de manchas translúcidas e oleosas na página superior e de um enfeltrado de micélio branco nas zonas coincidentes com essas manchas, na página inferior. Em castas tintas as folhas tomam uma coloração avermelhada. À medida que a doença avança, as folhas acabam por necrosar. Durante a floração pode ocorrer a destruição das inflorescências. Nos cachos, os bagos e o ráquis evidenciam também a presença de micélio e de frutificações de cor branca, evoluindo para castanho e acabando por engeIhar, secar e quebrar ao mínimo contacto. Nos pâmpanos e sarmentos os ataques ocorrem precocemente e até antes do atempamento. Os tecidos afectados tomam uma coloração castanha, os pâmpanos curvam-se em forma de "S" e ficam cobertos de um enfeltrado de micélio banco.Os principais prejuízos resultam do ataque do fungo às inflorescências e aos bagos. A queda das folhas afecta o teor de açúcar das uvas e o atempamento das varas e a vitalidade das cepas. Os principais prejuízos resultam do ataque do fungo às inflorescências e aos bagos.

Podridão Cinzenta (Botrytis cinerea)
As folhas atacadas apresentam manchas vermelho-acastanhadas,difusas e à periferia do limbo,com o aspecto de queimaduras. Com o tempo chuvoso ou de humidade elevada nessas manchas podem observar-se as frutificações do fungo.Os ataques em folhas raramente são graves.Nos pâmpanos os sintomas manifestam-se pela presença de manchas mais ou menos alongadas,de cor castanha e que com otempo húmido e chuvosoficam cobertas de micélio.Nas varas,no final do Verão as zonas atacadas ficam brancas e cobertas de formações negras,esclerotos do fungo.Estas varas atacadas ficam com a consitência branda. Estes sintomas são visíveis na altura da poda.Os cachos são sensíveis à doença em todas as fases do seu desenvolvimento.Durante a floração/alimpa a podridão cinzenta pode viver sobre os restos de polén e de caliptras causando problemas no vingamento. À medida que os bagos se desenvolvem o micélio pode permanecer latenteno seu interior e,logo que as condições climáticas sejam favoráveis surgem manchas castanhas cobertas pelo micélio acinzentado típico.


Escoriose (Phomopsis viticola)
Na Primavera este fungo é, facilmente, identificável pelo aparecimento de pequenas lesões negras, arredondadas ou lineares, mais ou menos profundas nos entrenós da base dos pâmpanos. As folhas e os cachos podem evidenciar também uma sintomatologia idêntica. Nas folhas observam-se pontuações negras com uma auréola amarela que podem ser confundidas com os sintomas da acariose. No Verão, após a evolução dessas lesões surgem necroses acastanhadas, estriadas ou fusiformes, mais ou menos profundas. No Outono e na época da poda é possível observar um esbranquiçamento cortical dos sarmentos a partir da base e a presença nessa zona de numerosos picnídios de cor negra. Os gomos basais morrem. A base dos sarmentos pode apresentar-se fendilhada.


Eutipiose (Eutypa lata)
A eutipiose desenvolve-se em ramos mortos, propagando-se o agente causal para videiras sãs, que apresentam diferente sensibilidade à doença.As cepas atacadas, na Primavera, aquando do abrolhamento dos jovens gomos e do desenvolvimento dos rebentos, apresentam um aspecto raquítico e entrenós uniformemente curtos. As folhas são de reduzida dimensão, deformadas, com necroses na margem que originam fendilhamento. A nível do lenho, origina uma necrose sectorial, em forma de V.

Esca (Stereum hirsutum)
Independentemente dos agentes causais, os sintomas originados são idênticos. A esca manifesta-se por sintomas primários e secundários. Assim, ao nível dos sintomas primários podem referir-se:- necroses à superfície dos ramos da cepa;- fendas longitudinais nos mesmos orgãos;- necroses internas que podem observar-se em corte transversal dos ramos e cepa, constituídos inicialmente por uma mancha escura que se estende a partir da medula e que, em fase mais avançada, adquire uma consistência esponjosa e de cor esbranquiçada na parte central, mantendo-se uma zona escura periférica separada da parte sã por uma linha negra.Relativamente aos sintomas secundários referem-se os seguintes:- manchas e necroses nas folhas, que podem ser confundidas com os estados de carência de magnésio, nas castas brancas, e com os de potássio ou com o avermelhamento de origem fisiológica, nas castas tintas;- pequenas manchas escuras bordejadas de anel castanho-púrpura nos bagos;- redução progressiva da vegetação e rebentação.

Manifesta-se inicialmente pela presença de um micélio pulverulento e espesso de cor branca a amarelada sobre os órgãos verdes da videira. As folhas atacadas apresentam um aspecto crispado e dobram-se em goteira. Se se remover o micélio nota-se um rendilhado castanho, que evidencia a presença de haustórios (ramificação de micélio no interior dos órgãos verdes, para alimentação do fungo). Nos cachos, os ataques são mais severos: ficam cobertos por micélio espesso no qual se formam as cleistotecas visíveis a olho nu e os bagos podem fendilhar e/ou suberizar. Na altura da poda as varas apresentam uma cor branca com manchas castanhas típicas.


Mildio da Videira (Plasmopara viticola)
Ataca todos os órgãos verdes da videira. A doença manifesta-se nas folhas pelo aparecimento de manchas translúcidas e oleosas na página superior e de um enfeltrado de micélio branco nas zonas coincidentes com essas manchas, na página inferior. Em castas tintas as folhas tomam uma coloração avermelhada. À medida que a doença avança, as folhas acabam por necrosar. Durante a floração pode ocorrer a destruição das inflorescências. Nos cachos, os bagos e o ráquis evidenciam também a presença de micélio e de frutificações de cor branca, evoluindo para castanho e acabando por engeIhar, secar e quebrar ao mínimo contacto. Nos pâmpanos e sarmentos os ataques ocorrem precocemente e até antes do atempamento. Os tecidos afectados tomam uma coloração castanha, os pâmpanos curvam-se em forma de "S" e ficam cobertos de um enfeltrado de micélio banco.Os principais prejuízos resultam do ataque do fungo às inflorescências e aos bagos. A queda das folhas afecta o teor de açúcar das uvas e o atempamento das varas e a vitalidade das cepas. Os principais prejuízos resultam do ataque do fungo às inflorescências e aos bagos.


Podridão Cinzenta (Botrytis cinerea)
As folhas atacadas apresentam manchas vermelho-acastanhadas,difusas e à periferia do limbo,com o aspecto de queimaduras. Com o tempo chuvoso ou de humidade elevada nessas manchas podem observar-se as frutificações do fungo.Os ataques em folhas raramente são graves.Nos pâmpanos os sintomas manifestam-se pela presença de manchas mais ou menos alongadas,de cor castanha e que com otempo húmido e chuvosoficam cobertas de micélio.Nas varas,no final do Verão as zonas atacadas ficam brancas e cobertas de formações negras,esclerotos do fungo.Estas varas atacadas ficam com a consitência branda. Estes sintomas são visíveis na altura da poda.Os cachos são sensíveis à doença em todas as fases do seu desenvolvimento.Durante a floração/alimpa a podridão cinzenta pode viver sobre os restos de polén e de caliptras causando problemas no vingamento. À medida que os bagos se desenvolvem o micélio pode permanecer latenteno seu interior e,logo que as condições climáticas sejam favoráveis surgem manchas castanhas cobertas pelo micélio acinzentado típico.


Escoriose (Phomopsis viticola)
Na Primavera este fungo é, facilmente, identificável pelo aparecimento de pequenas lesões negras, arredondadas ou lineares, mais ou menos profundas nos entrenós da base dos pâmpanos. As folhas e os cachos podem evidenciar também uma sintomatologia idêntica. Nas folhas observam-se pontuações negras com uma auréola amarela que podem ser confundidas com os sintomas da acariose. No Verão, após a evolução dessas lesões surgem necroses acastanhadas, estriadas ou fusiformes, mais ou menos profundas. No Outono e na época da poda é possível observar um esbranquiçamento cortical dos sarmentos a partir da base e a presença nessa zona de numerosos picnídios de cor negra. Os gomos basais morrem. A base dos sarmentos pode apresentar-se fendilhada.


Eutipiose (Eutypa lata)
A eutipiose desenvolve-se em ramos mortos, propagando-se o agente causal para videiras sãs, que apresentam diferente sensibilidade à doença.As cepas atacadas, na Primavera, aquando do abrolhamento dos jovens gomos e do desenvolvimento dos rebentos, apresentam um aspecto raquítico e entrenós uniformemente curtos. As folhas são de reduzida dimensão, deformadas, com necroses na margem que originam fendilhamento. A nível do lenho, origina uma necrose sectorial, em forma de V.

Esca (Stereum hirsutum)
Independentemente dos agentes causais, os sintomas originados são idênticos. A esca manifesta-se por sintomas primários e secundários. Assim, ao nível dos sintomas primários podem referir-se:- necroses à superfície dos ramos da cepa;- fendas longitudinais nos mesmos orgãos;- necroses internas que podem observar-se em corte transversal dos ramos e cepa, constituídos inicialmente por uma mancha escura que se estende a partir da medula e que, em fase mais avançada, adquire uma consistência esponjosa e de cor esbranquiçada na parte central, mantendo-se uma zona escura periférica separada da parte sã por uma linha negra.Relativamente aos sintomas secundários referem-se os seguintes:- manchas e necroses nas folhas, que podem ser confundidas com os estados de carência de magnésio, nas castas brancas, e com os de potássio ou com o avermelhamento de origem fisiológica, nas castas tintas;- pequenas manchas escuras bordejadas de anel castanho-púrpura nos bagos;- redução progressiva da vegetação e rebentação.

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Dados Culturais da Vinha
Ciclo cultural
Planta arbórea, plantada com densidades de 1000 a 10000 pés/ha. Produtividade de 5 a 30 t/ha, consoante as condições edafo-climáticas, técnicas culturais e finalidade da produção (vinho ou uva de mesa).
Sistema radicular
As raízes superficiais localizam-se principalmente entre os 10 e os 30 cm, podendo alcançar distancias de 3 m, e a raiz principal pode atingir profundidades de 3-4 m.
Temperaturas
Adaptação a uma larga escala de temperaturas, de 15 ºC negativos durante o repouso vegetativo até 40 ºC. O desenvolvimento vegetativo anual inicia-se aos 10-11 ºC. Em climas temperados obtêm-se uvas ricas em ácidos orgânicos e teores moderados de açucares, e em climas quentes e de grande luminosidade, produzem-se uvas com características opostas.
Solos
Com a utilização de diversos porta-enxertos, a vinha tem uma boa adaptação a diversos tipos de solos, inclusivamente os que têm percentagens elevadas de calcário. pH de 5.0 a 7.0. Planta tolerante aos sais do solo (salinidade máxima de 4 a 8 mS/cm).
Planta arbórea, plantada com densidades de 1000 a 10000 pés/ha. Produtividade de 5 a 30 t/ha, consoante as condições edafo-climáticas, técnicas culturais e finalidade da produção (vinho ou uva de mesa).
Sistema radicular
As raízes superficiais localizam-se principalmente entre os 10 e os 30 cm, podendo alcançar distancias de 3 m, e a raiz principal pode atingir profundidades de 3-4 m.
Temperaturas
Adaptação a uma larga escala de temperaturas, de 15 ºC negativos durante o repouso vegetativo até 40 ºC. O desenvolvimento vegetativo anual inicia-se aos 10-11 ºC. Em climas temperados obtêm-se uvas ricas em ácidos orgânicos e teores moderados de açucares, e em climas quentes e de grande luminosidade, produzem-se uvas com características opostas.
Solos
Com a utilização de diversos porta-enxertos, a vinha tem uma boa adaptação a diversos tipos de solos, inclusivamente os que têm percentagens elevadas de calcário. pH de 5.0 a 7.0. Planta tolerante aos sais do solo (salinidade máxima de 4 a 8 mS/cm).
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