
segunda-feira, 10 de maio de 2010
CNVE - Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010
EXPOVINIS BRASIL 2010
sábado, 24 de abril de 2010
EXPOVINIS BRASIL
Adega Coop. de Borba.
Herdade da Malhadinha Nova.
Herdade do Rocim.
Herdade dos Coteis.
Herdade dos Grous.
Monte Novo e Figueirinha.
Terras de Alter
Se puder visite no stand nº106
Programa Expovinis
Stand Vinhos do Alentejo
27 Abril
16h-17h Encontro Confraria dos Enófilos do Alentejo"Últimas safras do Alentejo acompanhadas por produtos regionais"
18h-18h30Herdade dos Grous Vinhos para momentos especiais com o enólogo Luís Duarte
19h30-20hHerdade da Malhadinha Nova Encorpados e complexos com o produtor Paulo Soares
21h-22hProva Alicante Bouschet Marcelo Copello
28 Abril
16h-16h30Monte Novo e Figueirinha Tintos Frutados com o produtor Filipe Cameirinha
17h30-18hAdega Cooperativa de Borba Brancos frescos e frutados com o enólogo Luís Gaspar
19h30-20hTerras de Alter Vinhos para o dia a dia com o produtor Rui Borges
29 Abril
16h-16h30Herdade do Rocim Lotes de castas autóctones com a produtora Catarina Vieira
Expovinis Brasil
Tuesday, April 27, 2010 at 10:00pm
São Paulo: Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Doenças da Vinha
Manifesta-se inicialmente pela presença de um micélio pulverulento e espesso de cor branca a amarelada sobre os órgãos verdes da videira. As folhas atacadas apresentam um aspecto crispado e dobram-se em goteira. Se se remover o micélio nota-se um rendilhado castanho, que evidencia a presença de haustórios (ramificação de micélio no interior dos órgãos verdes, para alimentação do fungo). Nos cachos, os ataques são mais severos: ficam cobertos por micélio espesso no qual se formam as cleistotecas visíveis a olho nu e os bagos podem fendilhar e/ou suberizar. Na altura da poda as varas apresentam uma cor branca com manchas castanhas típicas.


Mildio da Videira (Plasmopara viticola)
Ataca todos os órgãos verdes da videira. A doença manifesta-se nas folhas pelo aparecimento de manchas translúcidas e oleosas na página superior e de um enfeltrado de micélio branco nas zonas coincidentes com essas manchas, na página inferior. Em castas tintas as folhas tomam uma coloração avermelhada. À medida que a doença avança, as folhas acabam por necrosar. Durante a floração pode ocorrer a destruição das inflorescências. Nos cachos, os bagos e o ráquis evidenciam também a presença de micélio e de frutificações de cor branca, evoluindo para castanho e acabando por engeIhar, secar e quebrar ao mínimo contacto. Nos pâmpanos e sarmentos os ataques ocorrem precocemente e até antes do atempamento. Os tecidos afectados tomam uma coloração castanha, os pâmpanos curvam-se em forma de "S" e ficam cobertos de um enfeltrado de micélio banco.Os principais prejuízos resultam do ataque do fungo às inflorescências e aos bagos. A queda das folhas afecta o teor de açúcar das uvas e o atempamento das varas e a vitalidade das cepas. Os principais prejuízos resultam do ataque do fungo às inflorescências e aos bagos.


Podridão Cinzenta (Botrytis cinerea)
As folhas atacadas apresentam manchas vermelho-acastanhadas,difusas e à periferia do limbo,com o aspecto de queimaduras. Com o tempo chuvoso ou de humidade elevada nessas manchas podem observar-se as frutificações do fungo.Os ataques em folhas raramente são graves.Nos pâmpanos os sintomas manifestam-se pela presença de manchas mais ou menos alongadas,de cor castanha e que com otempo húmido e chuvosoficam cobertas de micélio.Nas varas,no final do Verão as zonas atacadas ficam brancas e cobertas de formações negras,esclerotos do fungo.Estas varas atacadas ficam com a consitência branda. Estes sintomas são visíveis na altura da poda.Os cachos são sensíveis à doença em todas as fases do seu desenvolvimento.Durante a floração/alimpa a podridão cinzenta pode viver sobre os restos de polén e de caliptras causando problemas no vingamento. À medida que os bagos se desenvolvem o micélio pode permanecer latenteno seu interior e,logo que as condições climáticas sejam favoráveis surgem manchas castanhas cobertas pelo micélio acinzentado típico.


Escoriose (Phomopsis viticola)
Na Primavera este fungo é, facilmente, identificável pelo aparecimento de pequenas lesões negras, arredondadas ou lineares, mais ou menos profundas nos entrenós da base dos pâmpanos. As folhas e os cachos podem evidenciar também uma sintomatologia idêntica. Nas folhas observam-se pontuações negras com uma auréola amarela que podem ser confundidas com os sintomas da acariose. No Verão, após a evolução dessas lesões surgem necroses acastanhadas, estriadas ou fusiformes, mais ou menos profundas. No Outono e na época da poda é possível observar um esbranquiçamento cortical dos sarmentos a partir da base e a presença nessa zona de numerosos picnídios de cor negra. Os gomos basais morrem. A base dos sarmentos pode apresentar-se fendilhada.


Eutipiose (Eutypa lata)
A eutipiose desenvolve-se em ramos mortos, propagando-se o agente causal para videiras sãs, que apresentam diferente sensibilidade à doença.As cepas atacadas, na Primavera, aquando do abrolhamento dos jovens gomos e do desenvolvimento dos rebentos, apresentam um aspecto raquítico e entrenós uniformemente curtos. As folhas são de reduzida dimensão, deformadas, com necroses na margem que originam fendilhamento. A nível do lenho, origina uma necrose sectorial, em forma de V.

Esca (Stereum hirsutum)
Independentemente dos agentes causais, os sintomas originados são idênticos. A esca manifesta-se por sintomas primários e secundários. Assim, ao nível dos sintomas primários podem referir-se:- necroses à superfície dos ramos da cepa;- fendas longitudinais nos mesmos orgãos;- necroses internas que podem observar-se em corte transversal dos ramos e cepa, constituídos inicialmente por uma mancha escura que se estende a partir da medula e que, em fase mais avançada, adquire uma consistência esponjosa e de cor esbranquiçada na parte central, mantendo-se uma zona escura periférica separada da parte sã por uma linha negra.Relativamente aos sintomas secundários referem-se os seguintes:- manchas e necroses nas folhas, que podem ser confundidas com os estados de carência de magnésio, nas castas brancas, e com os de potássio ou com o avermelhamento de origem fisiológica, nas castas tintas;- pequenas manchas escuras bordejadas de anel castanho-púrpura nos bagos;- redução progressiva da vegetação e rebentação.

Dados Culturais da Vinha
Planta arbórea, plantada com densidades de 1000 a 10000 pés/ha. Produtividade de 5 a 30 t/ha, consoante as condições edafo-climáticas, técnicas culturais e finalidade da produção (vinho ou uva de mesa).
Sistema radicular
As raízes superficiais localizam-se principalmente entre os 10 e os 30 cm, podendo alcançar distancias de 3 m, e a raiz principal pode atingir profundidades de 3-4 m.
Temperaturas
Adaptação a uma larga escala de temperaturas, de 15 ºC negativos durante o repouso vegetativo até 40 ºC. O desenvolvimento vegetativo anual inicia-se aos 10-11 ºC. Em climas temperados obtêm-se uvas ricas em ácidos orgânicos e teores moderados de açucares, e em climas quentes e de grande luminosidade, produzem-se uvas com características opostas.
Solos
Com a utilização de diversos porta-enxertos, a vinha tem uma boa adaptação a diversos tipos de solos, inclusivamente os que têm percentagens elevadas de calcário. pH de 5.0 a 7.0. Planta tolerante aos sais do solo (salinidade máxima de 4 a 8 mS/cm).
Estados Fenológicos da Vinha
B - Gomo de Algodão
C - Ponta Verde
D - Saída das Folhas
E - Folhas Livres
F - Cachos Visiveis
G - Cachos Separados
H - Botões Florais Separados
I - Floração
J - Alimpa
K - Bago de Ervilha
L - Cacho Fechado
M - Pintor
N - Maturação
terça-feira, 2 de março de 2010
Colagem dos Vinhos
turvo, de substâncias capazes de flocular e sedimentar, arrastando as partículas em suspensão.
EFEITO DE :
•Clarificação
•Estabilização
Objectivos da colagem:
1. Clarificar o vinho – precipitando substâncias em suspensão
2. Estabilizar o vinho – evitando futuras precipitações
3. Melhorar as características organolépticas – eliminando aromas
de oxidação ou suavizando taninos
4. Reforçar a eficácia das filtrações
Colas minerais
- bentonite (silicato alumínio hidratado), pode ser sódica ou cálcica
- barro espanhol
- gaullino (cristalino)
- gel de silício
Bentonites
Montemorilonite
• Fixa água aumenta 10 vezes o seu volume
• Forma um gel electronegativo propriedades adsorventes e de floculação
• Permutador de Iões
Elimina:
• Proteínas catiónicas
• Matéria corante coloidal
Utilização:
• Após “inchamento” prévio em água ou vinho
• dose: 0,4 a 1 – 1,5 g/l
• geralmente as doses são mais baixas nos vinhos tintos
Efeito sobre as proteínas
• A bentonite adsorve principalmente proteínas
de pI > 6.
• Para proteínas de pI < é necessário usar >>
doses
Gel de silício – dióxido de silício
Eliminação de proteínas
Vinhos brancos
Doses: 5 a 50 mL de sol sil a 30% com 5 a 15 g/hL de gelatina
Caulino
Eliminação de proteínas
Vinhos muito proteicos ou sobrecolados
Doses: 100 a 150 g/hL
Colas orgânicas – proteicas, vegetais e de síntese
• Gelatina
• Albumina, pode ser clara de ovo ou sangue de boi
• Ictiocola (cola de peixe)
• Caseína – Leite desnatado
Sobrecolagem:
Existe quando o vinho depois da colagem proteica apresenta uma determinada quantidade de proteína que não floculou e não precipitou.
Factores que condicionam a clarificação proteica
- Interacções entre proteínas e taninos (ligação entre proteínas e
taninos formando uma estrutura coloidal e não precipitável) - Acidez e pH do vinho (a interacção entre as proteínas e os taninos é tanto maior e a precipitação mais rápida qto mais baixa a acidez media do vinho);
- Catiões do vinho ( cálcio, sódio, potássio, ferro, etc., indispensáveis para a floculação e sedimentação das proteínas com os taninos;
- Nível de oxidação do vinho (vinhos com potencial de oxidação elevado apresentam uma melhor comportamento de clarificação proteica ;
- Temperatura (temp. baixa facilita a floculação 14-15ºC);
- O Sulfuroso;
- O Alcool;
- Presença de coloides protectores
1. gelatinas
Obtidas a partir de ossos e cartilagens de animais
Pó ou granulado ou liquido
Estabilização da matéria corante
Remoção de taninos
Remoção de pectinas e coloides protectores (de uvas podres)
Doses: 5 a 15g/hL
60 a 100 mL/hL
2. Cola de peixe (isinglass)
Clarificar vinhos brancos pobres em taninos
Doses: 2 a 2,5 g/hL
3. Albumina de ovo
Parte branca do ovo, fresco, em pó, congelado
Elimina taninos
Doses: 5 a 10 g/hL
2 a 3 claras por hL
4. Albumina de sangue (soro)
Vinhos jovens tintos ricos em taninos – cola forte
Doses: 10 a 15 g/hL
5. Caseínas e caseínatos
Vinhos brancos oxidados
Doses: 30 a 100 g/hL
Colas de Síntese
Oferecem as mesmas prestações que as colas de origem
orgânicas, a sua utilização é muito restrita visto conseguir
determinados efeitos sobre os compostos do vinho como a
fixação e eliminação dos polifenois, produzidos por
substâncias como as poliamidas :
- Polivinipirrolidona (PVP)
- Polivinilpolipirrolidona(PVPP)
PVPP – polivinilpolipirrolidona –
pó branco que precipita com os taninos.
maior uso em brancos para eliminar compostos
fenólicos oxidados, adstringência...
doses: 30 a 40 g/hL
Aspectos a ter em conta na escolha da cola:
1. A rapidez de coagulação
2. A rapidez de precipitação
3. O grau de limpidez conseguido
4. A filtrabilidade do vinho
5. Características organolépticas
6. Comprovar sobrecolagem
Critérios NTU
Vinho brilhante - 0,48 a 1,4
Vinho limpo - 1,4 a 2,8
Vinho sujo - 6 a 9
Vinho turvo - >16
Comprovar sobrecolagem
Vinho + 2% solução de tanino a 10%
Banho Maria a 80ºC 20 minutos
Ao arrefecer – turbidez - sobrecolagem
Protidos não coaguláveis pelo calor:
Vinho + 0,5% solução de tanino a 10%
T ambiente 24 horas
Turbidez - sobrecolagem
A colagem tem como vantagem uma limpidez estável, por não
serem eliminados os colóides protectores, e não necessitar de
materiais dispendiosos. A desvantagem é ser uma operação lenta e
delicada, não pode ser feita em qualquer altura do ano, e a sua
eficácia depende muita da escolha da cola e da sua realização prática.
A filtração e a centrifugação são operações que tem como
vantagens o facto de serem rápidas e de darem resultados imediatos.
As desvantagens é o facto de serem equipamentos muito caros.